14/12/2009

O que Deus diz sobre tutaguem e piercing?


O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DA TATUAGEM

O Dicionário de Símbolos de J.E. Cirlot diz que "o simbolismo genérico engloba tatuagem e ornamentação como atividade cósmica, incluindo sentido sacrificial, místico e mágico. Veja alguns pontos:

1. A tatuagem pode ser um sinal de propriedade e pacto místico

No oriente (China, Japão), a tatuagem estava vinculada às divindades configuradas no símbolo.Os líbios tatuavam-se para a deusa Neit, os egípcios para Atargatis e na Síria para deuses diversos.

"Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto dos deuses-demoníacos e era praticada durante ritos dedicados por feiticeiros. O sangue que brotava das feridas, o qual, segundo criam, levava consigo os espíritos malignos." "Dá idéia de consagração." O pacto era feito para se incorporar a entidade do desenho: escorpião, demônios (I Co 10.20-21)

2. A tatuagem pode identificar o grupo e ser usada como talismã.

Na Polinésia identificava o clã e a hierarquia. Na Europa do séc. XVII ela passou a ser propagada pelos marujos como talismã, distinguindo-os dos demais. A máfia japonesa, yakuza, surfistas, metaleiros, presidiários, fazem o mesmo. Os nazistas tatuavam judeus para ofenderem sua fé (I Co 3.16-17; 6.19-20; I Ts 5.5).

3. A tatuagem pode expressar anarquismo e rebeldia

A palavra tattoo, propagada por James Cook, refere-se ao som dos ossos finos usados na aplicação da tatuagem. A máquina elétrica foi patenteada por Samuel O'Relly em 1891, em Nova York, e chegou ao Brasil em 1959. A onda atual que inclui o piercing vem dos hippies e punks e da influência do rock pesado. Essa herança comunica rebeldia a Deus, à família e às autoridades. Defende a liberdade sexual e a Nova Era (Ef 5.6-13; I Ts 5.22; Cl 3.17; 2.6).



A TATUAGEM  NA VISÃO DA BÍBLIA

Este estudo fala apenas da origem da tatuagem. Muitos a usam por razões próprias (I Co 8.9; Rm 14.12). Mas, há riscos de contrair o vírus HIV, hepatite, infecções bacterianas e virais. Se você fez a tatuagem sem orientação, a liderança da Igreja local lhe dirá como agir.

"... e escrita de tatuagem não porei em vós" (A Torá -tradução judaica). "Não façam cortes no corpo por causados mortos, nem tatuagens em si mesmos" (Lv 19.28 - NVI - Nova Versão Internacional da Bíblia).



O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DO PIERCING

A revista Época de 25/02/2002 aponta diversos perigos do piercing:

Língua - Pode provocar fendas nos dentes e infecção geral.

Sobrancelha - Inchaço e dor impedem a higienização correta do local e abre caminho para infecções.

Umbigo - A pele pode ficar irritada com reações alérgicas.

Nariz - Danifica os vasos sanguíneos e produz cicatrizes."'

Em Ex 21.6 perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão. Roland de Vaux, ex-diretor da École Biblique de Jerusalém, diz:

"As leis antigas da Mesopotâmia presumem que o escravo seja marcado, como uma rês, com uma tatuagem, um estigma feito com ferro em brasa ou ainda com unia etiqueta presa a seu corpo (Dt 15.17). ...Sinal de identidade. como as tatuagens dos cultos helenísticos."



UM SINAL DE ESCRAVIDÃO


Deus aprovaria algo que chega a mutilar o templo do Espírito Santo? Veja o alerta que a Bíblia faz em I Cor 3.16-17. Existe a tese de que os locais mais perfurados estejam relacionados à salvação e que, como certos adornos, o piercing constitui uma tranca que aprisiona a alma (Ez 13.18-21). Um sinal visível de escravidão espiritual. Leia os textos abaixo, faça sua própria avaliação e tire suas conclusões:

1. Nariz - fôlego de vida (Gn 2.7; 7.22-24; Is 2.22, 42.5; Ec 3.19, 21)

2. Boca - confissão (Rm 10.8-9;IJo 1.9; Mt 15.18;21.16; Tg 3.10; Pv 21.23)

3. Sobrancelhas (olhos) - mente (Mt 6.22-23; Ef 1.17-18, 4.18; II Co 4.4)

4. Orelha - ouvir e crer (Rm 10.14-18; Hb 3.15; Is 6.10; Jr 17.23; Ap 3.6)

5. Umbigo (ventre) - sede da vida (Jo 7.38-39; 4.14; Fp 3.19; Rm 16.18)

Segundo a Clínica Mayo (EUA), numa pesquisa feita com 454 estudantes, um em cada dez usuários do piercing sofreu infecção. A Universidade de Yale informou que uma garota de 22 anos sofreu infecção no cérebro, causada por um piercing de língua. As bactérias da boca chegaram ao cérebro pelo sangue. Você sabia que a lei 9.828/97(SP) proíbe essa prática para menores e que A. La Vey, fundador da Igreja de Satanás, defendia a tatuagem e o piercing, por entender que são rejeitados em Lv 19.28 e Dt 14.1-2, e que certas tatuagens são propagandas do mal ?(Lc 10.18-20; 10.3; 20.2). O que você diz de Is 3.18-21,1 Cor 3.16.17; 6.19-20, Rm 12.1-2?



O CRISTÃO DEVE USAR PIERCING OU TATUAGEM?


O pluralismo corrói insidiosamente o cristianismo. Para muitos o piercing e a tatuagem é apenas uma questão cultural. Entretanto, "o Evangelho nunca é o hóspede da cultura; ele é sempre seu juiz e redentor," pois parte dela é demoníaca.'' O cristão está na contramão (Tg 4.4; I Jo 2.15; Rm 12.1-2). Que prática você deve rejeitar?

1. Se traz escândalo ou fere a consciência alheia (Mt 18.7; Rm 14.21)

2. Se deforma a dignidade humana (II Cor 4.2;C13.17; I Cor 6.12)

3. Se a natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, exploração, malignidade (Gl 5.13;Cl 3.17;IPd 1.14-25)

4. Se apresenta alguma aparência do mal (I Ts 5.22; Ef 5.8; Mt 5.13-16)

5. Se viola a autoridade dos pais, pastor, governo (Rm 13.2; Tt 1.9-10)

6. Se traz dúvidas ao coração ou à consciência (Rm 14.22; I Jo 3.20)

7. Se não traz edificação ou a glória de Deus (I Cor 6.19-20; 10.23)
 



ISRAEL: Estado ou Espiritual?

“Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”  Gn 12.1-3

 
Abraão aos 75 anos de idade foi chamado por Deus, para ser o “fundador” da nação judaica. Ele seria o pai de uma nação especial, um povo escolhido, um governo teocrático os regeria. Passados 25 anos, contando com 100 anos de idade, era o tempo do Senhor honrar sua promessa parcialmente, concedendo-lhe a Isaque (Gn 21.5). A fé que enchia a sua vida o fazia andar e esperar no Senhor, mesmo quando as limitações impostas pelo tempo ao corpo humano naturalmente teimavam em mostrar que já era tarde demais! Ele creu no impossível! “Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Gn 15.6)
 
O povo era fecundo, crescia rapidamente, em alguns séculos já somavam mais de 3 milhões de pessoas. Foi com esta multidão, que Moisés iniciou a jornada de 40 anos em direção à Canaã. Conquistada a terra prometida, foram governados diretamente pelo Senhor Deus (Governo Teocrático). Juízes foram levantados, eram os mediadores entre Deus e o povo. Mas, logo cansaram de Deus e voltaram às práticas do passado. Não estavam satisfeitos com o governo divino, a exemplo das demais nações, desejavam um rei. Foram atendidos; um rei foi levantado (Saul). Eram duros, os corações fechados, não concebiam a grandiosidade do amor Divino, insistiam em andar por caminhos de morte. Porém, não foram abandonados, profetas eram levantados, o pecado explicitado, o arrependimento e restauração eram gerados; mas, não persistiam em amar a Deus.O projeto do Senhor em fazer nascer o Messias, estava claro nas profecias, era uma expectativa que tomava a cada judeu de uma forma muito especial. No entanto, aguardavam um general, um libertador que os libertaria do jugo imperialista restituindo-lhes a soberania. O Messias nasceu, veio em humildade, sem força política. Era impossível aceitar este Jesus, melhor, atropelar as profecias e continuar esperando a Sua vinda. Não conseguiram ver o poder do Senhor e numa manifestação de incredulidade e loucura coletiva, optaram por exterminar o “impostor”, assassinando-o.Os judeus rejeitaram o senhorio do Deus vivo e até os dias de hoje, ainda esperam pela vinda do Messias. Aceitam apenas o Velho Testamento.O Senhor permaneceu fiel à Sua promessa feita a Abraão e levantou um novo Israel. Nação numerosa. Espalhada pelos quatro cantos da terra, um reino não político, sim, espiritual; constituído pelos eleitos cristãos. Estes foram enxertados na oliveira verdadeira, feitos em filhos!Algumas correntes teológicas insistem em traçar ligações entre o Estado de Israel e a volta do Senhor Jesus, mas, eu entendo que isto não procede, na verdade, creio que o Mestre não pisará os pés naquela terra. O Israel é formado por cidadãos, que insistem em rejeitar a Jesus como o Messias. É chegada à hora da igreja desmistificar o Estado de Israel, aceitando o fato que a Bíblia (novo testamento)  não se refere a ele. As referencias que encontramos no Novo Testamento sobre o Israel, trata-se de uma nação espiritual.Um fato interessante, muito pouco do que é visto em Israel corresponde realmente à apresentação bíblica. Apresentam lugares e ruínas  que estão no campo da suposição. Reflita: Que interesse os judeus tinham em conservar alguma coisa referente assassinado na cruz? Na verdade, não possuíam autonomia para tal, estavam dominados pelo império romano. O império não reconhecia a religião judaica, por conseqüência, não havia motivos de incluir na história a passagem de alguém chamado Jesus pela terra. Tanto é verdade que na história secular não há evidencia da existência de Jesus, como homem ou filho de Deus. Foi considerado como um louco por todos.A história de Jesus, o Messias encontra-se apenas na Bíblia, no Novo Testamento; exatamente nos livros considerados pelos judeus como não verdadeiros.Eu não entendo muito bem, qual o motivo de tamanha peregrinação à “terra santa”. Talvez, para os seguidores da religião judaica seja um lugar especial, mas, para nós os cristãos (seguidores de Cristo)?  Amados Cristãos, nosso Israel, nação da qual somos cidadãos está nos céus, é formada pelos Eleitos do Senhor. E para esta nação devemos ansiar partir; a nossa alegria deve estar restrita em carregarmos o título de “israelita” do Senhor. É preciso, portanto, nos enquadrarmos na visão do Rei Eterno, tornando-nos homens santos, puros e cheios do Espírito Santo, o edificador de nossas vidas e propiciador de uma comunhão verdadeira e íntima com o Todo Poderoso.Creio que alguns cristãos hão de levantar-se contra esta mensagem, taxando-a de anti-bíblica (citando versículos inclusive). Mas, não é verdadeiro este pré-julgamento. Muitos líderes cristãos insistem em fazerem os seus liderados acreditarem que algumas suposições teológicas são verdadeiras, criando assim, uma grande confusão. As coisas referentes à volta do Senhor Jesus (escatologia) são regidas por três “teorias” principais (amilenismo, pré e pós-milenismo); estas teses são todas embasadas nas Escrituras, portanto, corretas. No entanto, há uma divergência de visão grandiosa entre elas. O único ponto em comum é à volta do Senhor Jesus Cristo. Estejamos prontos para recebê-lo nos céus.O estado de Israel, como as demais nações da terra, necessita ser alvo de nosso amor e clamor, para que sejam salvos.

13/12/2009

A respeito de Jesus do ponto de vista histórico!

A história, conforme mencionamos, não tem registro da existência de Jesus Cristo. Os autores que temos em apreço e que seriam seus contemporâneos, omitiram-se completamente. Os documentos históricos que o mencionam, fazem-no esporadicamente, e bem assim, revelam-se rasurados e falsificados, motivo pelo qual de nada adiantam, neste sentido, para a história. É óbvio, portanto, que a história não poderia registrar um evento que não aconteceu.No entanto, a crença que temos em Cristo Jesus não esta baseada nos livros nem mesmo na Biblia, mas sim no Espirito que o testifica.Ninguém jamais e em tempo algum foi salvo  pela razão ou por argumentos históricos.Pois a história não tem o papel de salvar ninguém, nem mesmo Moises e os profetas foram salvos com base na ciência ou na lógica, antes pela a graça de Deus, pois toda lógica e o conhecimento profetas apontavam para o Messias. Todos foram salvos pela a fé e a esperança na vinda do Messias, eles sabiam que somente o Messias poderia resgatar o homem do pecado e conduzir a humanidade de volta ao relacionamento com Deus."Guardais dias, meses e tempos, e anos.Receio de vós , pois  acredito as vezes que trabalhei em vão para convosco". (Gálatas 4.10-11).A Bíblia diz que ninguém é salvo e nem justificado por compravação cientifica ou argumentos históricos, nem mesmo pela lógica ou pela razão humana, pois o justo é justificado através da fé.E justamente por não exister provas cienticas ou evidências históricas a respeito da existência de Cristo, é que a fé torna-se um sentimento valoroso para que conquistemos a salvação.Afinal se fosse claro e obviu que Jesus realmente existiu, que graça teria termos fé na Palavra de Deus?Como todos nós sabemos a fé é a certeza daquilo que não vemos, mas acreditamos, baixo qualquer circunstância."Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no Universo” (Filipenses 2:14-15)

 

12/12/2009

Qual a relação entre a Igreja e o Estado na atualidade?



Esta pergunta me leva a outra: Qual a nacionalidade do cristão? Permita-me responder com um versículo, porém usando uma a versão literal de Young, em inglês de Filipenses 3:20:“For our citizenship is in the heavens, whence also a Saviour we await  the Lord Jesus Christ”. (“Pois nossa cidadania está nos céus, de onde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo”). 

Se o cristão é cidadão do céu, deve ele intervir em assuntos de um “país” que não é seu, o mundo?
Nasci no Brasil e, perante a lei, sou considerado cidadão brasileiro. Se vou a outro país, não posso me intrometer na política de lá, ou querer que mudem alguma coisa na economia.Os cidadãos de lá podem muito bem me fazer lembrar que não sou cidadão daquele lugar, portanto lá, usando o ditado popular, “sou o último que fala e o primeiro que apanha”.

No mundo, essa “nação” estrangeira para o cristão, ele é o último que fala e o primeiro que apanha. Sempre foi assim.Antes que apelemos para passagens do Antigo Testamento ou até mesmo para João Batista, devemos sempre lembrar de que todos eles pertenciam a uma dispensação (modo de Deus tratar com o mundo) muito diferente.O povo de Deus, efetivamente tinha recebido um lugar neste mundo e devia lutar por ele, fazer valer seus direitos.Mas e o cristão? Estrangeiro e peregrino neste mundo, que direitos tem ele aqui? Tantos quantos o incrédulo tem no céu, ou seja, nenhum.Quando o cristão se intromete em política ou nos negócios deste mundo, quem está com a razão são os incrédulos, que podem dizer a ele o que os homens de Sodoma disseram a Ló:“Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo?” (Gênesis 19:9)

 Jesus deixou bem claro que não somos do mundo, como Ele  também não era.Estamos aqui de passagem e nosso papel é tão somente cumprir com as obrigações que Deus coloca em nossas mãos.Mesmo assim, Jesus mostrou que nossa passagem por aqui não seria muito fácil:

''Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.'' (João 17-14)

1-Em alguma passagem da Bíblia encontramos Jesus  querendo derrubar o regime opressor instaurado pelo Império Romano?

2-Encontramos os discípulos e apóstolos se rebelando contra Roma ou indo fazer passeatas nas ruas de Jerusalém para tornar o Cristianismo uma religião oficial?

3- Será que aqueles que eram convertidos, mas já faziam parte da família real de Roma (parece que há alguns citados na carta de Paulo aos Romanos), estariam tentando obrigar Nero a incluir nas moedas da época a inscrição "Cremos em Deus" ou ainda estariam promovendo abaixo-assinados para o que  senado romano reconhecesse a"bancada evangélica''?

Como me formei em história, poderia também argumentar de maneira crítica que, se os cristãos não protestarem contra as injustiças deste mundo e  abrirem mão do dever  de combater  pela via institucional, estaremos praticando crimes de omissão.


Ficaria feliz se pudesse dar um exemplo: 

Esta semana recebi um convite de um pastor famoso que procura mobilizar os cristãos contra uma lei que estaria sendo votada no Congresso para transformar a homofobia em crime.Eu concordo que seja crime perseguir seres humanos por suas opiniões e preferências pessoais sobre qualquer assunto.Pelo que entendi, se aprovada, essa lei acabaria criando um clima de ''caça às bruxas'', transformando em criminosos até mesmo os pais cristãos que procuram ensinar seus filhos de que, na Bíblia, Deus condena o homossexualismo.Se isso vai acontecer ou não, não posso afirmar, pois estou de volta ao Brasil apenas há dois meses.

Mas se fosse para os cristãos lutarem e protestarem contra alguma coisa, por que não começar indo ao Oriente Médio para protestar contra os governos que perseguem  com base na lei, os  crentes, sejam eles catolícos, evangélicos, gnosticos ou  qualquer  denominação, que vai contra os princípios da religião oficial?


''Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus'' (Mc 12:13,17) 
  Eu pessoalmente sou a favor de um Estado laico, democrático e não racista, no entanto não aconselho  que nenhum dos nossos irmãos compre briga com os governos dos países de de cultura diferente da nossa.Até porque não somos cidadãos de lá.Se estivermos passando por lá, devemos seguir as leis do lugar, desde que não entremos em conflito com a Palavra de Deus, o que significa que vamos correr o risco de sermos presos sempre que tivermos a oportunidade de evangelizar alguém que encontramos pelo caminho.Obviamente, precisamos  andar “prudente como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mateus 10:16)

Se tiver que pregar a algum muçulmano, vou tomar os devidos cuidados.Não posso deixar de fazê-lo, se for esta a vontade de Deus, mas não vou tentar fazer isso dentro de uma Mesquita. Se me reunir com outros cristãos de lá, não vou fazer isso em praça pública, mas em alguma “catacumba” do lugar, como faziam os cristãos de Roma quando a simples prounciam do nome de Jesus de Cristo  era considerado crime contra o Império.

Conheço muitos cristãos que vivem em países islâmicos que, quando querem se reunir, alugam um barco e vão para o meio do mar, onde ninguém pode ver ou ouvir o que estão fazendo.Também já participei de cultos em Igrejas subterrâneas.Enquanto Missionário, procuro sempre usar  de todas as formas  para obedecer a Deus, mas não procuro me infiltrar no governo de um determinado país, para tentar mudar suas leis, ou  obrigar  aos incrédulos  a crerem  no que diz a  Palavra de Deus.Muito menos, acho correto tentar obrigar as pessoas de outras religiões a  adotarem práticas cristãs para um mundo cujo o príncipe rema em sentido oposto. 

O cristãos de Roma fizeram isso, criaram um sistema teocrático, uniram a Igreja ao Império e vimos no que deu.O Cristianismo casou-se com o Estado e deu à luz a Cristandade, essa vergonhosa caricatura do que foi a Igreja de Cristo no princípio.Essa intromissão dos cristãos no mundo gerou aquela que é mostrada em Apocalipse como uma mulher montada sobre a besta, que revela-se como prostituta e acaba sendo devorada pela própria besta que pensava controlar.


11/12/2009

Os Dons Espirituais conforme podemos entender!

1. É o Espírito Santo quem realiza as manifestações sobrenaturais dos dons (1 Co 12.11a). Os dons não podem ser “usados” quando bem quisermos. É Deus, por seu Espírito, que nos usa, e isto quando bem quer.Há muitos que tentam usar a Deus.Fico surpreso quando pregadores e ensinadores cristãos “mandam” que os seus ouvintes falem em línguas.

Falamos em línguas quando queremos, ou nos é concedido falar pelo Espírito (1 Co 12.7)?

Certa vez um irmão me falou que tinha recebido o dom de línguas. Para comprovar o fato me disse: “recebi sim o dom de línguas, olha aqui…” e começou a falar em línguas (um negócio realmente muito estranho). Numa Igreja Batista em João Pessoa-PB, apareceu uma certa irmã tentando dar aulas de como falar em novas línguas. Tem até um padre na televisão que ensina a falar em língua.Demos aqui o exemplo do dom de línguas, mas nenhum outro pode ser manipulado por quem quer que seja.Pode-se manipular pessoas, mas não os verdadeiros dons espirituais aqui tratados, que manifestam-se eventualmente, inesperadamente e imprevisivelmente;

2. A concessão dos dons espirituais não está fundamentada nos méritos humanos (1 Co 12.11b, 18). É o Espírito que distribui os dons, a cada um, como bem quer (soberanamente). Cargos e funções na igreja podem ser concedidos pelos líderes por amizade, paternalismo, politicagem, interesses pessoais etc., mas o Espírito não age assim. Ele é santo e reto. Não se barganha com o Espírito, nem ninguém pode comprá-lo;

3. Os dons espirituais não nos tornam melhores do que ninguém (1 Co 12.10-27). O dons espirituais não são um atestado de boa conduta, nem transforma o caráter cristão. Apesar da manifestação dos dons na igreja de Corinto, uma série de problemas de ordem moral, familiar, eclesial etc. lá aconteciam. Os portadores dos dons espirituais não são crentes de primeira classe, nem devem se vangloriar pelos dons, pois são concedidos para a edificação pessoal e da igreja (1 Co 14.4) mediante a graça e a misericórdia de Jesus.

4. O dom de línguas (assim como os demais) não é concedido pelo Espírito a todos (1 Co 12.30). Resolvi enfatizar a concessão do dom de línguas, pela importância extremada que ele recebeu no meio pentecostal assembleiano. Temos pelo menos três maneiras de entender o que Paulo quiz dizer com: “Falam todos em outras linguas?”

A primeira, é afirmar que nem todos poderão ser batizados com o Espírito Santo e por isso não falarão em outras línguas.

A segunda, é dizer que as pessoas que falaram em línguas por ocasião do batismo e não mais voltaram a falar, negligenciaram o dom (é a forma mais comum de interpretar o fato).

A terceira, entende que todos poderão ser batizados com o Espírito Santo, evidenciando-se tal batismo pela manifestação de línguas (At 2.1-13, 37-39;8.14-19; 10.44-48). Neste caso, muitos só falaram (ou falarão) em línguas por ocasião do batismo, mas por não terem simultaneamente ou posteriormente recebido o dom de “variedade de línguas”, nunca mais falarão.Particularmente, prefiro essa terceira hipótese por entender que se alinha melhor ao contexto da concessão dos dons.

5. O dom de profecia é mais útil e superior ao dom de línguas (1 Co 14.1-5). Deixemos que o próprio texto bíblico no fale: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis. Pois quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus, visto que ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando. O que fala em outra língua a si mesmo se edifica, mas o que profetiza edifica a igreja. Eu quisera que vós todos falásseis em outras línguas; muito mais, porém, que profetizásseis; pois quem profetiza é superior ao que fala em outras línguas, salvo se as interpretar, para que a igreja receba edificação.”

É triste e lamentável ver na igreja irmãos serem tidos por “menos” espirituais por não falarem em línguas, ou não falarem em público.Haja ignorância e desconhecimento dos ensinamentos bíblicos! Por outro lado, há milhares de crentes que falam em línguas, ou manifestam algum outro dom do Espírito, que tratam mal a mulher e os filhos, são arrogantes, caloteiros, invejosos, maldizentes, com terríveis falhas de caráter e etc.

Parecem ser espirituais, mais é somente “fachada”.Não se espante.Saul, mesmo reprovado por Deus ainda profetizou (1 Sm 15.22-28; 19.20-24).Muitos que aparentam ter algum nível de espiritualidade, não são, nem serão conhecidos do Senhor (Mt 7.22-23);

6. O batismo  no Espírito Santo não é prerrogativa para se receber todos os dons espirituais (1 Co 1.1-7). A não ser no caso do dom de variedade de línguas (por questões lógicas e óbvias da Teologia Pentecostal), os demais dons de manifestação do Espírito não necessitam do batismo com o Espírito Santo para atuarem na vida do crente salvo (alguns afirmam que para interpretar as línguas é necessário ser batizado com o Espírito Santo).Na vida de milhares de servos de Deus os dons de manifestação do Espírito estão presentes por se crer em sua atualidade, sem que todos estes sejam batizado com o Espírito Santo.

Certamente você conhece irmãos e irmãs, servos e servas de Deus (das mais variadas igrejas, inclusive tradicionais) que manifestam em suas vidas alguns dos dons de manifestação do Espírito, sem serem batizados com o Espírito Santo (revestimento de poder evidenciado pelo falar em outras línguas).Nenhuma tradição, credo ou teologia está acima da verdade revelada nas Santas Escrituras.

Nenhum ensino doutrinário e teológico dever ser recebido passivamente, sem a devida análise e investigação (At 17.11).Nenhuma denominação evangélica é detentora dos direitos e privilégios exclusivos da manifestação do Espírito (1 Co 12.4-6).Nenhum crente salvo deve se privar destas bençãos e de ser uma benção, antes, deve buscar com zelo os melhores dons (1 Co 13.31 e 14.1).

09/12/2009

A Igreja é uma opção ou uma imposição?

A Igreja é um edifício construído com pedras vivas. "Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo"(1 Pedro 2:5)

Estas pedras vivas são chamadas santos e são membros da família de Deus: "Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito" (Efésios 2:19-22)

Como um organismo vivo, a igreja pode sentir medo (Atos 5:11), pode orar (Atos 12:5) e pode falar (Mateus 18:17).Pessoas que são chamadas para saírem do pecado não continuam participando do mal no mundo, porque elas estão santificadas ou separadas do pecado (estudemos João 17:14-23; Colossenses 1:13; 1 Pedro 2:9; 1 João 4:5-6). Deus chama o povo para deixar o mal deste mundo através da mensagem do evangelho (2 Tessalonicenses 2:13-14). Aqueles que são convertidos verdadeiramente a Cristo são chamados santos (1 Coríntios 1:2;  Colossenses 1:1-2).






07/12/2009

Cair no espírito é bíblico ?

Embora não seja alguma novidade, o “cair no Espírito”, como vem sendo caracterizado, começou a ganhar notoriedade a partir de 1994. Neste ano, a Igreja Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto, no Canadá, passou a ser visitada por milhares de crentes - todos à procura de uma bênção especial.Ao contrário das demais igrejas pentecostais, que buscam preservar a ortodoxia doutrinária, a Igreja do Aeroporto, como hoje é conhecida, granjeou surpreendente notoriedade em virtude das manifestações que ocorriam em seus cultos.Dizendo-se cheios do Espírito, os freqüentadores dessa igreja começaram a manifestar-se de maneira estranha e até exótica. Em dado momento, todos punham-se a rir de maneira incontrolável; alguns chegavam a rolar pelo chão. Justificando essa bizarria, alegavam tratar-se de santa gargalhada. Ou gargalhada santa? Outros iam mais longe: não se limitavam ao estrepitoso dos risos; saíam urrando como se fossem leões; balindo, como carneiros; ou gritando, como guerreiros. E ainda outros “caíam no Espírito”.
Mas é tremendo, Pastor Marcos, quando agente cai...

À primeira vista, tais manifestações impressionam. E não é de se admirar pois o próprio Satanas se disfarça de Anjo de Luz(2Corintios 11:14).Impressionam apesar de não contarem com o necessário respaldo bíblico. Entretanto, não podemos nos deixar arrastar pelas aparências nem pelo exotismo desses “fenômenos”. Temos de posicionar-nos segundo a Bíblia que, não obstante os modismos e ondas, continua a ser a nossa única regra de fé e conduta.



II - O Cair no Espírito na Bíblia

Nas Sagradas Escrituras, o cair no Espírito não chega a ser um fenômeno; é mais uma reação reverente diante do sobrenatural. Registra-se apenas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, 11 casos de pessoas que caíram prostradas, com o rosto em terra, em sinal de adoração a Deus.E tais casos não se constituem num histórico; são episódicos isolados. Não têm foro de doutrina, nem argumentos para se alicerçar um costume, nem para se reivindicar uma liturgia; não podem sacramentar alguma prática.Afinal, reação é reação; apesar de semelhantes, diferem entre si. Como hão de fundamentar dogmas de fé?Verifiquemos, pois, em que circunstâncias deram-se os diversos casos de cair por terra nos relatos bíblicos.

1. A força de uma visão nitidamente celestial
As visões, na Bíblia, tinham uma força impressionante. Agitavam, enfraqueciam e até deitavam por terra homens santos de Deus. Que o diga Daniel. Já encerrando o seu livro, o profeta registra esta formidável experiência: “Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e não ficou força em mim; e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido” (Dn 10.8,9).Em sua primeira visão, Ezequiel também se assusta com o que vê. Ele se apavora: “Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí sobre o meu rosto” (Ez 1.28). Sem liturgia, ou intervenção humana, o profeta prostra-se todo. E quem não haveria de se prosternar? Mesmo o mais forte dos homens, não se agüentaria diante de tamanho poder e glória. Recurvar-se-ia; lançar-se-ia com o rosto em terra.Mais tarde, encontraremos Ezequiel noutro caso de prostração: “E levantei-me e saí ao vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 3.23). Quem não cairia ante as singularidades da glória de Deus? Quem a resistiria?Já no final de seus arcanos, Ezequiel vê-se constrangido a comportar-se de igual maneira: “E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vira junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto” (Ez 43.3).Nesses casos, as visões divinas foram tão fortes que levaram tanto Ezequiel como Daniel a caírem por terra. Noutras ocasiões, porém, a ocorrência de visões, igualmente poderosas, não provocou alguma prostração. Haja vista o caso de Isaías. Embora se mostrasse aterrorizado e compungido com a visão do trono divino, não se menciona ter o profeta caído por terra. Isto significa que as experiências, embora semelhantes, possuem suas particularidades e idiossincrasias. Isto é: cada experiência, ou encontro com Deus, é única. Seria tolice pretender repeti-las para que a sua repetição adquirisse foros de doutrina.

2. O impacto de um encontro com Deus

Além das visões, certos encontros com Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levaram à prostração. Mencione-se, por exemplo, o que aconteceu a Saulo no caminho de Damasco. O encontro com Jesus foi tão formidável, que forçou o implacável perseguidor a cair por terra, e a reconhecer a autoridade e a soberania do Filho de Deus: “E caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4)Como nos casos anteriores, nada havia sido programado. Saulo foi levado a recurvar-se em virtude da sublimidade do Senhor Jesus. Noutras ocasiões, porém, os encontros com Deus deram-se de maneira suave. A entrevista de Natanael com Jesus é um exemplo bastante típico dessa suavidade tão santa. O que também dizer do encontro de Gideão com o anjo do Senhor? Ou do encontro de Jeremias com Jeová? Este encontro veio na medida certa; veio de acordo com o caráter suave e melancólico do profeta. Mas tivesse Jeremias o temperamento colérico de Paulo, certamente o Senhor teria agido com impacto para que o vaso fosse quebrado e moldado conforme a sua vontade. Como se vê, as experiências variam de acordo com as circunstâncias e a personalidade das pessoas envolvidas no plano de Deus.

3. Diante da autoridade de Cristo

A autoridade do nome de Cristo é mais que suficiente para fazer com que todos os joelhos dobrem-se diante de si. Aliás, chegará o momento em que todos os seres, quer nos céus, quer na terra, quer sob a terra, hão de se curvar diante da infinita grandeza do nome do Senhor Jesus: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9,10).Na noite de sua paixão, o Senhor demonstrou quão grande era a sua autoridade: “Quando, pois, (Jesus) lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra” (Jo 18.6)Ao contrário dos casos anteriores, nessa passagem quem cai por terra são os ímpios.Recurvam-se estes não em sinal de reverência a Deus, mas em razão da autoridade e soberania irresistíveis de Cristo.


Caso semelhante ocorreu com Ananias e Safira. Ambos caíram por terra em decorrência de sua iniqüidade: “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram” (At 5.3-5).Casos como esses não são raros. Em nossos dias, muitos são os ímpios que, por se levantarem contra os escolhidos do Senhor, caem por terra e, às vezes, fulminados.Noutras ocasiões, porém, o Senhor revelou-se de maneira tão suave, que se faz homem diante dos homens. Que encontro mais doce do que aquele que se deu junto ao poço de Jacó? O Senhor revela-se de maneira surpreendentemente afável à mulher samaritana.E a experiência de Nicodemos? Ou a de Zaqueu?

III - Como os Legítimos Representantes de Deus Portaram-se Quando Alguém Caía por Terra?
Ao contrário dos que hoje portam-se como deuses diante de virtuais casos de prostração, os apóstolos de Cristo jamais aceitaram tal deferência. Em todas as instâncias, procuravam sempre glorificar ao nome do Senhor. Em casos semelhantes, até os mesmos anjos agiram com reconhecida e santa modéstia.Tendo Pedro chegado à casa de Cornélio, a primeira reação deste foi cair de joelhos diante do apóstolo. “Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que também sou homem” (At 10:25,26). O que fariam os astros do evangelismo dos dias atuais? Humilhar-se-iam como o apóstolo? Ou usariam o evento para incrementar o seu marketing pessoal?Mesmo um poderoso anjo não se aproveitou da ocasião para atrair a si as glórias devidas somente a Deus. O relato é de João: “Prostrei-me aos seus pés para o adorar. E disse-me: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Ap 22.8,9).O anjo bem sabia que o apóstolo prostrara-se aos seus pés por uma circunstância bastante especifica: não há ser humano que não se extasie diante do sobrenatural. A aparição de um ente celestial sempre perturbou os pobres mortais. Nos dias dos juízes, acreditava-se que a visão de um anjo significava morte certa. Por isso, a primeira reação de uma pessoa ao ver um anjo era curvar-se diante do ser angelical. Quem poderia resistir a tanta glória?Os anjos, porém, recusavam tal deferência. Houve ocasiões em que o anjo do Senhor aceitou elevadas honrarias. Como conciliar tais questões? No Antigo Testamento, sempre que isso ocorria, era devido a presença de um ser especial, que alguns teólogos não vacilam em apontar como a pré-encarnação de Cristo. De uma forma ou de outra, os anjos eram santos o suficiente para agirem com modéstia e humildade, tributando a Deus todo poder e toda a glória.Que esta também seja a nossa postura! Quando, por alguma circunstância, alguém cair a nossos pés, levantemo-lo para que tribute a Deus, e somente a Deus, toda a honra e toda a glória. E jamais, sob hipótese alguma, induzamos alguém a prostrar-se com o rosto em terra, pois isto contraria a ética e a postura que o homem de Deus deve ter.


IV - Nas Efusões do Espírito Santo de Atos dos Apóstolos Houve Casos de Prostração?


Na ânsia por justificar o cair por terra que, como já dissemos tem de ser visto como episódio e não como histórico, muitos teólogos chegam a colocar tal reação como se fora uma das evidências da plenitude do Espírito Santo. Que pode haver prostração quando da efusão do Espírito, não o negamos. Pode haver, mas não tem de haver necessariamente, nem precisa haver para que se configure o derramamento do Espírito Santo. A prostração não pode ser vista como evidência, mas como uma reação ocasional e esporádica.Nos diversos casos de efusão do Espírito Santo, nos Atos dos Apóstolos, não se observou algum caso de prostração. No dia de Pentecoste, segundo no-lo notifica o minucioso e detalhista Lucas, estavam todos assentados no cenáculo (At 2.2). Na casa de Cornélio, onde o Espírito foi derramado pela primeira vez sobre os gentios, também não se observou o cair por terra (At 10:44-47). Entre os discípulos de Éfeso também não se registrou alguma prostração (At 19.6)Em todos esses casos, porém, a evidência inicial e física do batismo no Espírito Santo fez-se presente. Conclui-se, pois, que não se deve confundir evidência com reação. A evidência é a mesma em todos os que recebem a plenitude do Espírito Santo.A reação, todavia, varia de pessoa para pessoa.Mesmo quando o lugar santo tremeu, não se observou caso algum de prostração (At 4.31). Poderia ter havido? Sim! Mas não necessariamente.


Conclusões


Daquilo que até agora vimos acerca do “cair no Espírito”, podemos tirar as seguintes conclusões, tendo sempre como base as Sagradas Escrituras:

1. Não se pode realçar a experiência, nem guindá-la a uma posição superior à da Palavra de Deus. A experiência é importante, mas varia de pessoa para pessoa; cada experiência é uma experiência; tem suas particularidades. A experiência tem de estar submissa à doutrina, e não há de modificar, por mais extraordinária que seja, nenhum artigo de fé.

2. O cair por terra não pode ser visto nem como evidência da plenitude do Espírito Santo, nem como sinal de uma vida consagrada. A evidência do batismo no Espírito Santo são as línguas estranhas; e a vida consagrada tem como característica o fruto do Espírito. O cair por terra pode ser admitido, no máximo, como reação esporádica de alguma visitação dos céus. Se provocado, ou repetido, deixa de ser reação para tornar-se liturgia.
 
3. Caso ocorra alguma prostração, deve-se fazer as seguintes perguntas: 

1) Qual a sua procedência? 


2) Teve como objetivo promover o homem ou glorificar a Deus? 


3) Foi usada para catalisar a atenção dos presentes? 


4) Foi provocada por sopros, toques ou por algum objeto lançado no auditório? 


5) Houve sugestão coletiva? 


6) Prejudicou a boa ordem e a decência da igreja? 


7) Conta com o respaldo bíblico suficiente? 


8) Tornou-se o centro do culto?

Devemos estar sempre atentos, pois o adversário também opera sinais espetaculares com o objetivo de enganar os escolhidos: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).Nos diversos exemplos de prostração que fomos buscar na Bíblia, observamos o seguinte: Os personagens que se prostraram, ou foram prostrados, em virtude de alguma experiência sobrenatural, caíram para frente, e não para trás, como está ocorrendo hoje em algumas igrejas.Não era algo programado, nem ministro algum induzira-os a cair. Ou seja: ninguém precisou soprar neles ou neles tocar para que caíssem. Tais modismos têm levado a irreverência e a bizarria ao seio do povo de Deus. Há alguns que se tornaram tão ousados que jogam até os seus paletós a fim de provocar prostrações coletivas. Isto é um absurdo! É antibíblico!Os casos de prostração narrados na Bíblia deram-se em virtude da reverência e temor que os já citados personagens sentiram ao presenciar a glória divina. No Novo Testamento, o termo usado para prostração é pesotes prosekinsan que, no original, significa: cair por terra em sinal de devoção.Em Apocalipse 5.14, a expressão grega aparece para mostrar os anciãos prostrados aos pés do Cristo glorificado.Voltemos à questão. Pode acontecer prostração numa reunião evangélica? Pode! Mas não tem de acontecer necessariamente; pode, mas não precisa acontecer, nem ser provocada. Caso aconteça, deve ser encarada como reação e não como fato doutrinário. John e Charles Wesley, por exemplo, experimentaram um poderoso avivamento, mas jamais elevaram suas experiências à categoria de doutrina.As heresias nascem quando se supervaloriza a experiência em detrimento da doutrina. Não podemos nos esquecer de que algumas das mais notáveis heresias deste século, como a Igreja Só Jesus, nasceu em pleno período de avivamento.De uma certa forma, todo avivamento provoca extremismos.Cabe-nos, porém, buscar o equilíbrio tão necessário à Igreja de Cristo. Era o que ocorria em Corinto.Não resta dúvida de que os irmãos daquela comunidade cristã haviam recebido uma forte visitação dos céus.Todavia, tiveram de ser doutrinados e disciplinados. A esses irmãos, escreveu Paulo: “E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos” (1 Co 14.32,33).Finalmente, jamais devemos abandonar a Bíblia.Ênfases, como o cair no Espírito, hão de surgir sempre. Não devemos nos impressionar com elas; tratemo-las com o devido equilíbrio.Pois o equilíbrio bíblico e teológico há de manter a igreja de Cristo em permanente avivamento.E o verdadeiro avivamento não extingue o Espírito, mas sabe como evitar os excessos.